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Crônicas de um profissional do Direito no Rio de Janeiro

Em formato inédito, a Coluna do Membro de hoje traz a reflexão do professor Rodrigo Alves sobre o contraste entre as belas paisagens do Rio de Janeiro e as condições atuais do TRT de Niterói (RJ).




Fachada do TRT de Niterói

Fachada do TRT de Niterói, RJ.




Me ocorreu uma lembrança, nessa semana que antecede à páscoa, enquanto seguia meu caminho rotineiro em direção a mais uma audiência trabalhista em uma quarta-feira, em meio à semana que culminaria com a abertura das festividades carnavalescas deste ano de 2024, na atmosfera abafada e claustrofóbica da cidade do Rio de Janeiro.


Na cosmopolita e charmosa cidade de Niterói, ergue-se imponente o prédio do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) daquela regional. 


Um edifício que, à primeira vista, remete ao esplendor de tempos passados, mas que guarda consigo os desafios do presente. Ao adentrar seus corredores, percebe-se de imediato a ausência de modernidades: os antigos elevadores, muitas vezes, se tornam vilões da eficiência, desafiando a paciência dos que dependem deles para alcançar os andares onde se desenrolam as demandas trabalhistas.


A falta de ar condicionado nos corredores contrasta com o conforto das salas de audiência e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), criando um ambiente de desconforto para aqueles que percorrem, aguardam ansiosamente e sentem o abafado dos estreitos corredores em busca de justiça. 


É como se o tempo, ali, se dividisse entre a grandiosidade da arquitetura histórica e a urgência dos problemas cotidianos.


Porém, nem tudo é desencanto. O trajeto até o TRT, atravessando a Baía de Guanabara pela Barca, presenteia os viajantes com uma paisagem singular, onde o balé dos barcos e o horizonte pontilhado de ilhas encantam os olhos e acalmam a alma. Mas essa serenidade muitas vezes se desfaz ao chegar ao destino, onde a realidade dos desafios logísticos e estruturais do prédio do TRT se impõe.


Assim, entre o encantamento das águas da baía e a realidade árida dos corredores apertados e dos elevadores caprichosos, desenrola-se o cotidiano do TRT de Niterói. 


Um lugar onde a busca por justiça muitas vezes se confunde com a luta contra as adversidades do ambiente físico, mas onde, apesar de tudo, persiste a esperança de um futuro mais confortável e eficiente no eterno embate entre Capital x Trabalho.





Quem é o autor?


Retrato de Rodrigo Alves, centralizado, sorrindo

Rodrigo G. Alves é advogado do trabalho e previdenciário, com mais de 18 anos de atuação.


"Iniciei como advogado Junior (2005/2009), passei a advogado pleno (2010/2015) e advogado Sênior e Sócio (2015/2023). Tenho experiência em advocacia consultiva, contenciosa e análise de contratos, Convenções e Acordos Coletivos de Trabalho."


Rodrigo também é Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Ensino das Ciências e pós-graduado em Educação e Ciências Sociais.





Coluna do Membro


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